O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (29) que o fim da guerra em Gaza está “mais próximo do que nunca”, após reuniões com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, durante as quais apresentou um plano de 20 pontos para cessar-fogo e reconstrução do território. A proposta, que ainda precisa da aprovação do Hamas, prevê a libertação de reféns, retirada das tropas israelenses e a criação de um “Conselho da Paz” internacional para supervisionar a transição pós-conflito.
Trump destacou que, se o Hamas rejeitar o acordo, Israel terá “apoio total” dos EUA para agir sozinho contra o grupo. Netanyahu reforçou que o plano poderá ser implementado de forma “mais fácil ou mais difícil”, dependendo da cooperação do Hamas, e descreveu os primeiros passos da retirada e da libertação de reféns em 72 horas.
A proposta americana recebeu apoio de líderes europeus, incluindo Emmanuel Macron, Ursula von der Leyen e Keir Starmer, que pediram a rápida aceitação pelo Hamas. Ao mesmo tempo, o grupo extremista Jihad Islâmica rejeitou a iniciativa, classificando-a como uma “receita para explosão regional”.
O plano Trump também aborda a possibilidade de um Estado palestino, embora Netanyahu tenha afirmado que resistirá à ideia, o que levanta dúvidas sobre sua implementação completa. O documento estabelece que membros do Hamas que cooperarem com a paz poderão receber anistia, e que ninguém será forçado a deixar Gaza. Além disso, Israel se compromete a não ocupar nem anexar o território.
Com a comunidade internacional observando atentamente, o sucesso do plano dependerá da resposta do Hamas e da coordenação entre Estados Unidos, Israel, países europeus e a Autoridade Palestina.