O Banco Master, uma instituição financeira de médio porte no Brasil, foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025 após constatada uma grave crise de liquidez e suspeitas de fraudes contábeis significativas.
O banco vinha oferecendo títulos de dívida com rentabilidades acima da média de mercado, atraindo investidores — mas, segundo investigações, usou esses instrumentos em operações internas e esquemas de “limpeza contábil” para mascarar perdas superiores a R$ 11 bilhões.
Na véspera da liquidação, o então presidente Daniel Vorcaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal do Brasil como parte da Operação Compliance Zero, que apura fraudes que podem ter desviado recursos do sistema financeiro.
A decisão de liquidação do BC surpreendeu o mercado e desferiu um duro golpe no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que precisou ativar seu plano de pagamento a credores e clientes com depósitos e aplicações de até R$ 250 mil por CPF/CNPJ — limite que garante proteção nesses casos.
Desde então, cerca de 653 mil investidores já receberam mais de R$ 37 bilhões, correspondendo a 92% dos pagamentos estimados, segundo balanços mais recentes.
No início de 2026, a crise se alastrou com a liquidação de outras instituições financeiras ligadas ao mesmo grupo, incluindo o Will Bank e o Banco Pleno, elevando o custo total para o FGC para algo entre R$ 50 bilhões e R$ 58 bilhões.
O caso rapidamente ganhou as atenções do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a retomada das diligências investigativas pela Polícia Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça, após a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria.
Paralelamente, o Banco Regional de Brasília foi envolvido em negociações que não avançaram para tentar adquirir parte do Master antes da liquidação — uma tentativa que o BC vetou por riscos ao Sistema Financeiro Nacional.
O impacto da crise também levou a disputas judiciais entre investidores e outras instituições financeiras, como o Banco Digimais, com casos que podem chegar a **R$ 500 milhões em disputas judiciais sobre ativos que perderam valor após as liquidações.
Economistas alertam que a crise pode influenciar a credibilidade do mercado financeiro brasileiro, pressionar juros e demandar regulamentações mais rígidas, inclusive sobre contribuições ao FGC e atuação do Banco Central.
À medida que as investigações avançam e depósitos acima do limite de garantia passam por processos de liquidação e venda de ativos, milhões de investidores acompanham atentos a cada novo capítulo dessa das maiores crises bancárias recentes do país.
O que clientes devem fazer agora
- Verificar se seus valores estão cobertos pelo FGC (até R$ 250 mil por CPF/CNPJ por instituição).
- Consultar o extrato e situação de crédito no site do FGC ou junto ao liquidante indicado pelo Banco Central.
- Investidores que tinham valores acima do limite devem seguir o processo de liquidação e venda de ativos, acompanhando publicações oficiais.
- Buscar orientação jurídica caso tenha valores significativos acima do teto de garantia.