A cidade de Juiz de Fora enfrenta um cenário crítico de saúde pública com um surto de Hepatite A. O avanço rápido da doença tem levado hospitais, tanto da rede privada quanto pública, ao limite de sua capacidade.
A crise sanitária já é visível nas principais unidades de atendimento da cidade. Instituições como o Hospital Albert Sabin e unidades da Unimed Juiz de Fora operam com alta demanda.
No setor público, o Hospital Universitário da UFJF, que atua como centro de referência para hepatites, relata que o fluxo de pacientes tem sido intenso.
Relatos locais indicam que a capacidade de atendimento está esgotada em diversas unidades devido ao aumento exponencial de casos.
Recorde de Casos e Falhas na Prevenção
O cenário crítico no município é o reflexo de um problema estadual mais amplo, refletindo uma explosão de casos em Minas Gerais que atingiu o maior patamar em dez anos.
O estado registrou um crescimento alarmante da doença, com os números de 2025 superando recordes da última década.
Diante do colapso, especialistas e a população apontam que o agravamento poderia ter sido mitigado com campanhas de vacinação mais robustas antes do período carnavalesco.
Embora a vacina seja a forma mais eficaz de controle, a baixa cobertura vacinal entre adultos e a falta de alertas específicos sobre a transmissão oral-fecal no pré-carnaval contribuíram para a disseminação.
Como ocorre a transmissão e como se proteger
As autoridades de saúde reforçam que o vírus da Hepatite A é altamente contagioso. Ele é transmitido pelo contato com água ou alimentos contaminados, além do contato oral-fecal direto entre pessoas.
Para conter o avanço da doença, é fundamental que a população adote as seguintes medidas de prevenção e fique atenta aos sinais:
Vacinação: Verifique seu cartão de vacina. No SUS, a vacina é rotina para crianças até 5 anos incompletos. Já os adultos de grupos de risco podem ser encaminhados via Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Consumo Seguro: É crucial priorizar água filtrada ou fervida e evitar alimentos crus ou mal cozidos em locais com higiene duvidosa.
Sintomas e Atendimento: Fique atento a sinais como olhos e pele amarelados (icterícia), urina escura, febre e dores abdominais. Em caso de sintomas, procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e evite a automedicação.
O espaço deste portal segue aberto para os órgãos públicos e privados se manifestarem sobre a superlotação e as medidas de contingência que estão sendo adotadas.
Fontes da Informação: Olá Juiz de Fora
Publicação: Cerqueiras Notícias