Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, amanheceu devastada nesta terça-feira (24) após um temporal extremo que provocou enchentes, deslizamentos e transtornos generalizados. Ao menos 14 pessoas morreram, dezenas estão desaparecidas e centenas de famílias ficaram desabrigadas. A prefeitura decretou estado de calamidade pública e mobilizou equipes de emergência para atender a população atingida.
As chuvas intensas começaram na noite de segunda-feira (23) e se intensificaram durante a madrugada, com volumes recordes que superaram a média histórica para o mês. O transbordamento de córregos e rios urbanos, aliado a deslizamentos de encostas, provocou alagamentos e destruição de residências em diversos bairros.
Cenas de destruição e desespero
Moradores registraram imagens de ruas completamente submersas, carros arrastados pela enxurrada e muros desabando. Em algumas áreas, a água invadiu casas, tornando necessário o resgate imediato de moradores. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, a Defesa Civil e demais órgãos de emergência atuaram desde as primeiras horas da manhã para remover pessoas de áreas de risco e localizar desaparecidos.
Manifestação do Governador
O governador Romeu Zema (Novo) manifestou solidariedade às vítimas das fortes chuvas que atingiram as cidades de Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata, na madrugada desta terça-feira (24).
Zema anunciou que vai decretar luto oficial de três dias em todo o estado e vai se deslocar para a região afetada pela chuva no fim desta terça ou na quarta-feira (25).

“Estou acompanhando de perto, continuamente, todos os desdobramentos das ocorrências na em Juiz de Fora e Ubá, Zona da Mata. A Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, as polícias Civil e Militar já estão mobilizadas desde a madrugada para dar apoio às vítimas e seus familiares”, disse Zema.
Vítimas e desalojados
Até o momento, 14 mortes foram confirmadas, com casos envolvendo soterramentos, alagamentos e choques elétricos. Há relatos de dezenas de desaparecidos, enquanto centenas de famílias tiveram que deixar suas casas, perdendo móveis, documentos e pertences pessoais.
Estado de calamidade e mobilização
Diante da gravidade da situação, a prefeitura decretou estado de calamidade pública, permitindo a mobilização de recursos emergenciais, abertura de abrigos temporários e a agilização de serviços essenciais. Centros de acolhimento foram preparados para fornecer abrigo, alimentação e atendimento social às famílias afetadas.
Equipes de resgate utilizam cães farejadores, barcos e helicópteros para atender locais de difícil acesso, enquanto técnicos realizam vistorias em imóveis comprometidos pela chuva e por deslizamentos.
Alerta contínuo e orientação à população
Meteorologistas continuam monitorando a região, pois há previsão de novas chuvas nos próximos dias, aumentando o risco em áreas já fragilizadas. A população é orientada a não transitar por locais alagados, evitar áreas de encosta e acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 em situações de emergência.