Uma família de brasileiros da Bahia foi retirada de um voo da Air France no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, após um impasse envolvendo a realocação de assentos na classe executiva. O caso ocorreu no dia 14 de janeiro e ganhou repercussão após relatos de constrangimento público, acionamento da polícia aeroportuária e divergências entre a versão apresentada pelos passageiros e a explicação oficial da companhia aérea.
Segundo a família, o grupo havia adquirido um upgrade da Premium Economy para a classe executiva, pagando cerca de 1.600 euros para o trecho entre Paris e Salvador. No momento do embarque, no entanto, a Air France informou que um dos assentos estaria inoperante, o que obrigaria uma das passageiras a viajar em uma categoria inferior.
Ainda de acordo com o relato dos brasileiros, ao entrarem na aeronave, eles perceberam que o assento supostamente indisponível estava sendo ocupado por outro passageiro, o que motivou questionamentos à tripulação. A situação evoluiu para uma discussão no interior do avião e, posteriormente, no portão de embarque.
A Air France afirma, por sua vez, que os passageiros adotaram comportamento considerado inadequado, com atitudes que teriam causado atraso no voo e desconforto entre outros clientes. Diante do cenário, o comandante da aeronave decidiu pelo desembarque do grupo, alegando razões operacionais e de segurança.
Policiais do aeroporto foram acionados e quatro integrantes da família foram retirados da aeronave, que seguiu viagem sem eles. Os passageiros relatam que não receberam assistência adequada após o ocorrido e que precisaram comprar novas passagens em outra companhia, conseguindo retornar ao Brasil apenas no dia seguinte.
Em nota, a Air France declarou que segue rigorosamente seus protocolos de segurança e atendimento, reforçando que o desembarque foi uma decisão do comandante, prerrogativa prevista nas normas internacionais da aviação civil.
Até o momento, não há informação sobre acordo, compensação financeira ou ação judicial formalizada entre as partes. O caso reacende o debate sobre direitos do consumidor em voos internacionais, especialmente em situações de downgrade de classe, e sobre os limites da atuação das companhias aéreas diante de conflitos a bordo.