Uma colisão entre dois trens de alta velocidade deixou ao menos 40 mortos e mais de uma centena de feridos na noite de domingo (18), no sul da Espanha. O acidente ocorreu em um trecho ferroviário próximo ao município de Adamuz, na província de Córdoba, na região da Andaluzia, e é considerado um dos mais graves desastres ferroviários do país nos últimos anos.
De acordo com autoridades espanholas, um dos trens, que fazia a rota Málaga–Madri, descarrilou por motivos ainda desconhecidos e acabou invadindo a via oposta. Pouco depois, a composição foi atingida por outro trem que seguia no sentido contrário, entre Madri e Huelva, provocando um forte impacto e o tombamento de vários vagões, alguns deles lançados por um barranco.
Equipes de emergência atuaram durante toda a madrugada em uma área de difícil acesso para resgatar sobreviventes e retirar vítimas dos destroços. Hospitais da região de Córdoba e de cidades vizinhas receberam dezenas de feridos, alguns em estado grave. As autoridades alertam que o número de mortos ainda pode aumentar, à medida que as buscas avançam.
O Ministério dos Transportes da Espanha informou que o trecho onde ocorreu o acidente havia passado por obras recentes de modernização, o que levantou questionamentos iniciais sobre as possíveis causas do descarrilamento. Uma investigação técnica foi instaurada para apurar as circunstâncias do acidente, incluindo falhas humanas, mecânicas ou no sistema de sinalização ferroviária.
Em resposta à tragédia, o primeiro-ministro Pedro Sánchez cancelou compromissos oficiais e decretou luto nacional, manifestando solidariedade às famílias das vítimas. As operações ferroviárias na região permanecem parcialmente suspensas, enquanto as autoridades seguem com os trabalhos de apuração e assistência aos atingidos.