A Anvisa deve decidir ainda em fevereiro de 2026 sobre os pedidos de registro de versões nacionais do medicamento Ozempic, à base de semaglutida. A expectativa é que a decisão saia antes do fim da patente do produto, prevista para 20 de março, o que permitirá que laboratórios brasileiros comercializem biossimilares e genéricos da substância.
A semaglutida é indicada para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, e até então era produzida exclusivamente pela Novo Nordisk. O medicamento chegou ao Brasil em 2016, sob forte demanda, e desde então mantém preços elevados devido à exclusividade.
Nos últimos anos, laboratórios nacionais se prepararam para entrar no mercado assim que a patente expirasse. Entre as empresas que já solicitaram registro à Anvisa estão EMS, Hypera e a parceria Biomm-Biocon, que promete trazer versões genéricas ou biossimilares do medicamento.
Especialistas apontam que a chegada de concorrentes tende a ampliar o acesso dos pacientes à semaglutida e reduzir os custos, além de fomentar a concorrência no mercado de medicamentos para diabetes e obesidade. No entanto, a Anvisa poderá solicitar informações complementares às empresas antes de aprovar qualquer registro.
O fim da exclusividade do Ozempic marca um momento histórico para o setor farmacêutico brasileiro, abrindo espaço para que medicamentos de alto custo se tornem mais acessíveis, enquanto a população aguarda a decisão final da agência reguladora sobre os concorrentes nacionais.