O Museu do Louvre, em Paris, reabriu totalmente ao público nesta sexta-feira (19) após funcionários decidirem suspender a greve que havia provocado o fechamento total e parcial do maior museu do mundo ao longo da semana. A paralisação foi interrompida após assembleia dos trabalhadores, que optaram por retomar as atividades enquanto seguem as negociações com o governo francês sobre salários, segurança e condições de trabalho.
A greve teve início no começo da semana e levou ao fechamento completo do museu por dois dias, seguido de uma reabertura parcial, com acesso restrito a algumas galerias. Entre as principais reivindicações dos funcionários estavam melhorias salariais, reforço no quadro de pessoal, modernização da infraestrutura e aumento das medidas de segurança — preocupações que se intensificaram após um roubo de joias ocorrido em outubro, episódio que expôs fragilidades na proteção do complexo cultural.
Segundo representantes sindicais, apesar de avanços pontuais nas conversas com o Ministério da Cultura da França, ainda não há um acordo definitivo. Por isso, os trabalhadores decidiram apenas suspender, e não encerrar, o movimento. Uma nova assembleia está prevista para o início de janeiro, quando a categoria poderá avaliar a retomada da paralisação caso as promessas não sejam cumpridas.
Durante o período de greve, turistas enfrentaram filas, cancelamentos de visitas e restrições de acesso a obras icônicas, como a Mona Lisa e a Vênus de Milo. A direção do museu pediu desculpas pelos transtornos e afirmou que trabalha para normalizar totalmente o funcionamento e o atendimento aos visitantes.
O Louvre recebe, em média, mais de 8 milhões de visitantes por ano e é um dos principais símbolos culturais da França. A reabertura ocorre em meio à alta temporada turística de inverno e é vista pelo governo francês como essencial para minimizar impactos econômicos e preservar a imagem internacional do museu.
Apesar da retomada das atividades, o episódio evidencia desafios estruturais enfrentados pela instituição e mantém em alerta autoridades e gestores culturais sobre a necessidade de investimentos contínuos para garantir segurança, preservação do acervo e condições adequadas de trabalho.